A

Agentes externos: Pessoas que não moram na comunidade onde está sendo realizado o programa de intervenção. No caso específico da comunicação de risco, refere-se ao pessoal das organizações que têm como tarefa a execução do programa estabelecido.

Agentes históricos: Refere-se às pessoas que formam uma comunidade, com ênfase na história individual e coletiva, uma vez que os fatos vitais que os formam definem em grande medida a percepção que têm de um fenômeno.

Agente tóxico: Agente químico ou físico (por exemplo, radiação, calor, frio, microondas) que sob certas condições de exposição pode causar efeitos danosos a um organismo vivo.

Amplificação do risco: Exacerbação do interesse de algum aspecto do risco criado por vários fatores, incluindo o aumento de cobertura dos meios de comunicação.

Análise de risco: Procedimento que consta de três atividades importantes: a avaliação de risco, a comunicação de risco e o gerenciamento de risco.
Fonte: Codex Alimentarius.

Ativismo: São as atividades que se realizam de forma independente, sem gerar processos. Série de atividades autônomas que não possuem a mesma permanência nem sustentabilidade dos programas.

Audiência pública: Um fórum público com membros da comunidade para comunicar um possível risco ambiental.

Avaliação de risco: Identificação e quantificação do risco resultante do uso ou da presença de uma substância química, considerando os possíveis efeitos danosos aos indivíduos ou à sociedade por usar tal substância na quantidade e na forma proposta, levando em conta todas as rotas de exposição possíveis. Teoricamente a quantificação exige o estabelecimento de relações dose-efeito e dose-resposta nos indivíduos e populações em questão.
Fonte: OMS. Programa Internacional de Seguridad de Sustancias Químicas.
Seguridad química; principios básicos de toxicología aplicada. La naturaleza de los peligros químicos.
2. ed. (revisada). Lima: CEPIS; 1997.

Aversão ambígua: Aversão indecisa. Tendência de adotar uma posição de precaução sem conhecer realmente o risco. A incerteza relacionada com o tamanho do risco faz com que seja menos tolerante.

C

Caracterização de risco: Resultado da identificação do perigo e da estimativa do risco aplicado ao uso específico de uma substância química ou à presença de um perigo ambiental para a saúde. A avaliação exige dados quantitativos sobre a exposição de organismos ou pessoas em risco na situação em questão. O produto final é um relatório quantitativo da proporção de organismos ou de pessoas afetadas na população-alvo.
Fonte: OMS. Programa Internacional de Seguridad de Sustancias Químicas. Seguridad química; principios básicos de toxicología aplicada. La naturaleza de los peligros químicos. 2. ed. (revisada). Lima: CEPIS; 1997.

Descrição dos diferentes efeitos potenciais do perigo sobre a saúde e quantificação das relações dose-efeito e dose-resposta em um sentido científico geral. A etapa final da avaliação de risco, que é uma descrição da natureza e, freqüentemente, da magnitude do risco para os seres humanos, inclui a incerteza inerente.
Fonte: Rodríguez Milord D, Castillo P del, Aguilar Garduño C. Glosario de términos en salud ambiental. Mepetec: Centro Panamericano de Ecología Humana y Salud (ECO); 1995.

Cognitivo: Relacionado ou envolvido com o ato ou processo de conhecimento, incluindo a consciência e o juízo.

Comparação de risco: A prática de comparar um risco com outro para promover um melhor entendimento da natureza do perigo.

Comunicação de risco: Processo de interação e intercâmbio de informações (dados, opiniões e sensações) entre os indivíduos, grupos ou instituições sobre as ameaças à saúde, à segurança ou ao ambiente com o propósito de que a comunidade conheça os riscos aos quais está exposta e participe na sua solução. Teoricamente esse processo é intencional e permanente.
Fonte: National Research Council. Improving risk communication. Washington; 1989.

Comunicação de massa: Comunicação dirigida ou que atinge as grandes massas da população através de métodos como a imprensa escrita, televisão, rádio, Internet, publicidade, relações públicas, etc.

Comunicação multidimensional: Refere-se às dimensões políticas, econômicas e sociais da comunicação de risco.

Comunidade de alto risco: Uma comunidade localizada próxima a fontes potenciais de perigos para o ambiente ou para a saúde que podem resultar em altos níveis de exposição a contaminantes.

Contaminante: Qualquer material indesejável, sólido, líquido ou gasoso, presente em um meio líquido, sólido ou gasoso. O indesejável, em geral, depende da concentração, se bem que em muitos casos as baixas concentrações da maioria das substâncias químicas são toleráveis ou são componentes essenciais. Um contaminante primário é aquele que é emitido para a atmosfera, água, sedimentos ou para o solo a partir de uma fonte identificável. Um contaminante secundário é aquele formado por reações químicas na atmosfera, água, sedimentos ou no solo.
Fonte: OMS. Programa Internacional de Seguridad de Sustancias Químicas. Seguridad química; principios básicos de toxicología aplicada. La naturaleza de los peligros químicos. 2. ed. (revisada). Lima: CEPIS; 1997.

Contexto de saúde pública: A incidência, prevalência e gravidade de doenças nas comunidades ou populações e os fatores responsáveis, incluindo as infecções e a exposição a contaminantes ou atividades.

Credibilidade: A possibilidade de inspirar confiança. Quando se refere a uma fonte de informação, a credibilidade se apóia em três características: oportunidade (a fonte de informação tem conhecimento?), habilidade (a fonte tem habilidade e competência?), seriedade (essa fonte é responsável e crível?).

D

Debate racional: Uma forma especial de diálogo onde todas as partes afetadas têm os mesmos direitos e obrigações para apresentar queixas e testar sua validade em um contexto livre de dominação social ou política. Na comunicação de risco, esse debate permite resolver conflitos ou propor soluções.

Divulgação total: Disseminação de toda a informação possível.
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Dose (para compostos não radioativos): A quantidade de uma substância a qual uma pessoa é exposta durante um período determinado. A dose é uma medida da exposição. Em geral é expressa em miligramas (quantidade) por quilograma (medida do peso corporal) por dia (tempo) quando a pessoa come ou bebe água, alimento ou solo contaminado.

Dose (para compostos radioativos): A dose de radiação é a quantidade de energia de radiação absorvida pelo corpo. Não é a mesma medida da quantidade de radiação que existe no ambiente.

Dose de responsabilidade: Sinônimo de responsabilidade. Significa prestar contas pela dose de responsabilidade e execução daquela responsabilidade a uma instância superior. Por exemplo, que ações foram tomadas para corrigir algum perigo definido ou exposição.

E

Efeito adverso para a saúde: Mudança no funcionamento do corpo ou na estrutura celular que pode conduzir a uma enfermidade ou a problemas de saúde.

Efeito tardio para a saúde: Enfermidade ou lesão que se apresenta como resultado de uma exposição ocorrida no passado.

Efeitos demarcados: Refere-se ao fato de que é possível demarcar situações de maneiras diferentes que podem conduzir a diversas conclusões.

Empírico: Originado ou baseado em uma observação ou experimento.

Empoderamento: Mecanismo pelo qual as pessoas, organizações e comunidades adquirem força e experiência na administração de seus assuntos.

Estudo de exposição por meio de indicadores biológicos: Estudo que utiliza testes biomédicos ou a medição de uma substância, seu metabólito ou outro marcador de exposição em fluídos ou tecidos humanos para confirmar a exposição humana a uma substância perigosa.

Ética: Conjunto de normas e princípios morais que regem a conduta humana.

Exposição: Proximidade ou contato com a fonte de um agente (químico, físico, etc.) onde pode ocorrer a transmissão efetiva do agente ou dos efeitos adversos do agente. Também se refere à quantidade do agente ao qual o grupo ou o indivíduo foi exposto.
Fonte: Last JM. A dictionary of epidemiology. 2. ed. Oxford University Press; 1988.

Exposição crônica: Exposição contínua durante um longo período ou uma fração significativa do tempo de vida (geralmente >10%) das espécies sob teste ou de um grupo de indivíduos ou da população.
Fonte: OMS. Programa Internacional de Seguridad de Sustancias Químicas.
Seguridad química; principios básicos de toxicología aplicada. La naturaleza de los peligros químicos.
2. ed. (revisada). Lima: CEPIS; 1997.

F

Fatalismo: Crença ou atitude que uma pessoa assume quando não tem poder de mudar as coisas.

Fonte da mensagem: O escritório ou o indivíduo que envia uma mensagem de risco ou que interage com outros indivíduos, grupos ou organizações em um processo de comunicação de risco. A mensagem de risco também pode ser preparada pelo gerenciador de risco, pelo analista de risco ou por outro especialista.

G

Gerenciamento de risco: Processo de tomada de decisões que mplica a consideração de fatores políticos, sociais, econômicos e de engenharia, com a avaliação de risco relacionada a um perigo potencial a fim de desenvolver, analisar e comparar opções de controle, e escolher a melhor resposta para a segurança ante esse perigo. Essencialmente, o gerenciamento de risco é a combinação de três etapas: avaliação de risco, controle de emissões e exposições e monitoramento de risco.
Fonte: OMS. Programa Internacional de Seguridad de Sustancias Químicas.
Seguridad química; principios básicos de toxicología aplicada. La naturaleza de los peligros químicos.
2. ed. (revisada). Lima: CEPIS; 1997. Módulo de capacitación, 1.

I

Indignação: Aborrecimento e ressentimento como resultado de uma lesão ou insulto.

Irritante: Uma substância que pode causar irritação na pele, olhos ou aparelho respiratório. Os efeitos podem ser agudos por uma única fonte de exposição, ou crônicos devido a exposições repetidas, de baixo nível, a componentes como cloro, dióxido de nitrogênio e ácido nítrico.

M

Mensagem de risco: Uma declaração escrita, verbal ou visual que contém informações a respeito de um risco. Pode ou não incluir recomendações para uma conduta que reduza o risco. Uma mensagem de risco formal é um pacote estruturado de forma escrita, auditiva ou visual, desenvolvido com o propósito expresso de apresentar informações com relação ao risco.

Mitigação ou minimização de risco: Ações para reduzir a gravidade do impacto de um risco.

Modelo de informação de fatos: Refere-se a um modelo de comunicação onde se presume que a discrepância entre o risco real e o percebido de maneira subjetiva, pode ser reduzida ao se apresentar informações baseadas em fatos.

N

Natureza da decisão: Refere-se às características essenciais, o tipo ou classe de decisões que devem ser tomadas e que ditam em grande medida o curso de ação de qualquer situação de gerenciamento de risco.

Negociação: Acordo com um indivíduo ou instituição baseado na discussão sobre os interesses das partes envolvidas e compromissos que deverão ser cumpridos.

O

Operacionalizar: Por em prática uma recomendação dada.

P

Participação: Tomar parte em algo.

Participação da comunidade: Processo onde a população assume um papel ativo e discute propostas e soluções para os assuntos políticos, econômicos e sociais que afetam a comunidade.

Participação social: Define-se como um processo onde os esforços da população se somam aos dos governos locais para melhorar as condições de saúde e bem-estar das comunidades. Essa característica permite somar os recursos de diferentes instâncias que compartilham propósitos, tarefas e resultados. Diferencia-se da participação da comunidade, pois esta não inclui estritamente a intervenção das instituições, mas apenas os esforços da própria comunidade. Neste trabalho se utiliza o conceito indistintamente.

Perigo: Termo geral para qualquer coisa que tenha a capacidade ou o potencial de causar danos. O perigo associado com uma substância potencialmente tóxica depende de sua toxicidade e do potencial de exposição da substância. A probabilidade de exposição da substância é um fator de risco.
Fonte: OMS. Programa Internacional de Seguridad de Sustancias Químicas. Seguridad química; principios básicos de toxicología aplicada. La naturaleza de los peligros químicos. 2. ed. (revisada). Lima: CEPIS; 1997. Módulo de capacitación, 1.

Perigo à saúde pública: Situação em uma comunidade que pode apresentar efeitos danosos à saúde devido à exposição de longo prazo a níveis suficientemente altos de substâncias perigosas.

Perigo devido ao estilo de vida: Um perigo geralmente relacionado a um determinado tipo de vida ou a certos hábitos, por exemplo, tabagismo ou excesso de alimentação.

Período de comentários públicos: Período de tempo limitado durante o qual se aceitam comentários do público sobre as propostas que o setor de meio ambiente ou da saúde tenham apresentado por meio de versões preliminares de relatórios ou de documentos.

Polarização: Mostrar duas tendências e direções contrárias.

Ponto de vista técnico: Informação racional ou baseada em fatos que aumenta o nível de conhecimento do público envolvido em um problema.

Populações de alto risco: Grupos de pessoas que podem ser mais sensíveis ou suscetíveis à exposição de substâncias perigosas devido a fatores como idade, ocupação, sexo ou certas condutas (por exemplo, tabagismo). Crianças, gestantes e idosos são considerados como população de alto risco.

População de risco: Grupo de pessoas que pode desenvolver um efeito adverso e que está potencialmente exposta a um fator de risco. Aquelas pessoas que já desenvolveram uma enfermidade são excluídas do estudo de incidência.
Fonte: Asociación Española de Toxicología. Glosario de términos toxicológicos. Versión española ampliada por M. Repetto y P. Sanz. Sevilla: AET; 1995. (AET)

Aquela população que, por condições ambientais específicas ou por fatores internos próprios do organismo, apresenta uma probabilidade maior que outras populações de ter sua saúde afetada por um efeito adverso.
Fonte: Rodríguez Milord D, Castillo P del, Aguilar Garduño C.Glosario de términos en salud ambiental. Mepetec: Centro Panamericano de Ecología Humana y Salud (ECO); 1995.

Princípio de prevenção: Princípio nos campos da proteção ambiental e da saúde humana que faz referência a situações de risco onde existe uma incerteza científica significativa e um perigo sério, irreversível e de potencial acumulativo.

Processo de intervenção comunitária: Refere-se à soma de atividades relacionadas entre si para obter a aproximação e o contato com a comunidade para o conseqüente desenvolvimento do programa de trabalho.

Público afetado: As pessoas que vivem ou trabalham próximo ao local de despejo de resíduos perigosos. A população humana afetada de forma adversa como conseqüência de exposição a um contaminante tóxico na água.

Público ou grupo-alvo: Grupo que recebe a mensagem de risco. Quase nunca é homogêneo. Pode incluir aqueles para quem a mensagem foi elaborada e também outros não envolvidos diretamente.

R

Radiação: Emissão ou transferência de energia sob a forma de ondas eletromagnéticas ou partículas.
Fonte: Martínez AP, Romieu I. Introducción al monitoreo atmosférico. Metepec: ECO; 1997.(ECO. Introducción al monitoreo atmosférico).

Radônio: Gás inerte incolor e radioativo que se apresenta naturalmente formado pelo decaimento de átomos de rádio no solo e nas rochas.

Redução do risco: Ações que podem diminuir a probabilidade de indivíduos, grupos ou comunidades serem acometidas por uma enfermidade ou por alguma outra alteração em sua saúde.

Relação horizontal: É aquela que se estabelece em um ambiente de harmonia entre os participantes, onde a voz dos agentes institucionais e a voz da comunidade são levadas em consideração para chegar-se a um consenso.

Risco: Probabilidade de ocorrência de um determinado evento.
Fonte: Last JM. A dictionary of epidemiology. 2. Ed. Oxford University Press; 1988.

S

Sobrecarga de informação: Divulgação de informação em excesso com relação à habilidade emocional e cognitiva do indivíduo para processar essa informação.

Sociedade pluralista: O estado de uma sociedade onde membros de diversos grupos raciais, étnicos, religiosos e sociais mantêm uma participação autônoma e desenvolvem sua cultura tradicional ou interesses especiais dentro de uma civilização comum.

Substância perigosa: Qualquer material que representa uma ameaça para a saúde humana e o ambiente. As substâncias perigosas são as substâncias tóxicas, corrosivas, inflamáveis, explosivas e quimicamente reativas.

Sustentabilidade: As variadas definições têm em comum a noção de desenvolvimento com ênfase na eqüidade intergerencial. Nesse sentido, a sustentabilidade pode ser definida como o desenvolvimento que garante a cada uma das gerações futuras a opção de desfrutar, no mínimo, o mesmo nível de bem-estar que desfrutaram seus antepassados, a partir da participação conjunta e co-responsável dos interessados. (Solow, 1992).

T

Transparência: Livre de pretextos ou enganos.

V

Valores de temor: Série de fatores que geram pânico, ansiedade ou coragem.

Viés de disponibilidade: Tendência de julgar a probabilidade de forma rápida por meio de exemplos.

Viés heurística: Padrões de pensamento que podem conduzir a um julgamento pessoal ou sem raciocínio.

Viés de indignação: Tendência de acreditar que uma pessoa está sob risco maior que a média da sociedade.

Viés otimista: Tendência de acreditar que uma pessoa está sob risco menor que a média da sociedade.

X

Xenofobia: Intolerância àquilo que não é familiar.